Métodos Elétricos e Eletromagnéticos

São utilizados quando se deseja investigar variações nas propriedades eletromagnéticas (a resistividade elétrica, a permissividade elétrica e a permeabilidade magnética) dos materiais que se encontram abaixo da superfície terrestre. Essas variações podem ser causadas por corpos geológicos que ocorrem naturalmente abaixo da superfície (por exemplo, mineralizações e camadas aquíferas), como também por materiais introduzidos pelo homem na subsuperfície (poluentes, dutos metálicos ou plásticos e artefatos arqueológicos, entre outros).

 

A resposta desses métodos é obtida a partir do fluxo de corrente elétrica no subsolo. Quando a corrente é continua (similar à que se obtém das pilhas e baterias) os mètodos são denominados de elétricos (eletrorresistividade, potencial espontâneo e polarização induzida); têm-se os métodos eletromagneticos. Com os métodos elétricos é necessário realizar-se um contato direto com o solo para a tomada das medidas. Nos métodos eletromagnéticos as medidas geralmente não necessitam que se faça qualquer contato com o solo, sendo as voltagens medidas aproveitando o fenômeno físico da indução.

 


Eletroresistividade

Este método fornece informações sobre a distribuição da resistividade elétrica no subsolo a partir da injeção de corrente. Com o método é possível identificar camadas que permitem a extração de água subterrânea (aquíferos), regiões com contaminação e zonas mineralizadas a cobre e outros elementos importantes para a indústria.


Potencial Espontâneo

Com este método são realizadas medidas de diferença de potencial associadas com correntes elétricas produzidas naturalmente no subsolo por processos como o movimento de água, variações de temperatura, movimentação de íons, oxidação e redução. A aplicação do método permite mapear o fluxo da água subterrânea, bem como zonas mineralizadas a sulfetos e camadas que podem conter petróleo.


Polarização Induzida

As medidas com este método são influenciadas por obstruções à passagem da corrente elétrica injetada na subsuperfície. As obstruções ocorrem pela presença de minerais metálicos bons condutores de eletricidade nos poros das rochas, bem como por partículas de argila. O método é normalmente usado na detecção de zonas mineralizadas de baixa concentração (mineralizações disseminadas), que não podem ser detectadas com outros métodos geofísicos.

 


Magnetotelúrico

É um método eletromagnético que utiliza medidas das componentes de campos elétricos e magnéticos naturais com a finalidade de inferir-se a distribuição de resistividade na subsuperfície e sua correlação aos corpos e estruturas geológicas. No Método Magnetotelúrico utilizam-se os campos associados a frequências menores do que 1 ciclo por segundo. Essas frequências baixas permitem maior penetração no subsolo, daí o uso do método na exploração da crosta profunda da Terra.

 


Slingram


É um método eletromagnético que emprega campos elétricos e magnéticos artificiais de frequências maiores que o Método Magnetotelúrico (normalmente entre 10 e 20000 ciclos por segundo). O método é bastante usado na procura de mineralizações de sulfetos bons condutores de eletricidade.

 


Radar de Penetração no Solo (GPR)


É um método eletromagnético que se utiliza de campos artificiais e opera com frequências mais elevadas do que as empregadas no Slingram (acima de 10 mega ciclos por segundo). Ele é normalmente usado na identificação de contaminações do subsolo e de defeitos em estruturas de concreto da Engenharia Civil.



Professores

Cícero Roberto Teixeira Régis
ciceroregis@gmail.com


Marcos Welby Correa Silva
welbysilva@gmail.com


Victor Cézar Tocantins de Souza
victortocantins@gmail.com


Linhas de Pesquisa

Modelagem Numérica e Inversão de Dados Geofísicos Eletromagnéticos

Computação Numérica em Paralelo Aplicada a Problemas de Inversão de Dados Geofísicos Eletromagnéticos

GPR aplicado à arqueologia

Geofísica aplicada à prospecção de água subterrânea

Geofísica aplicada à prospecção mineral